Exame de sangue pode prever retorno de câncer de pulmão

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Cientistas do Cancer Research, do Reino Unido, desenvolveram um exame de sangue capaz de identificar o reaparecimento do câncer de pulmão em até um ano antes de ser detectado por meio de tomografias e exames de raio-X. A recente descoberta poderá antecipar o tratamento em caso de recidiva, aumentando sua eficácia.

A pesquisa

O estudo, chamado de TRACERx, identificou as causas da recidiva do câncer e como ele se dissemina. A pesquisa, que é a primeira do gênero, utilizou uma ‘biópsia líquida’ capaz de traçar a evolução do câncer em tempo real, desde o diagnóstico até a cura.

Para o experimento, os médicos do centro de pesquisa Francis Crick Institute, em Londres, analisaram tumores de 100 pessoas portadoras de câncer de pulmão. Eles identificaram nas amostras os ‘cromossomos instáveis’, que causam uma espécie de caos genético, permitindo a evolução de tumores. De acordo com os achados, as pessoas com grandes quantidades desse tipo de cromossomo tinham quatro vezes maior risco de uma recidiva.

Células tumorais no sangue

Em outra parte do estudo, que utilizou resultados de 96 desses pacientes, cientistas rastrearam amostras de sangue para encontrar células tumorais circulantes – traços de DNA que ‘se soltam’ de tumores já existentes e circulam pelo sangue. O objetivo era descobrir se haviam ‘defeitos’ presentes no câncer desses pacientes. Eles então utilizaram as informações para analisar amostras de 24 pacientes que haviam passado por cirurgias e conseguiram identificar mais de 90% de casos de recorrência, quase um ano antes dos outros métodos clínicos de diagnóstico, como tomografias e exames de raio-X.

Neste estudo, publicado na revista Nature, os pesquisadores também compararam os níveis de células tumorais circulantes no sangue de pacientes antes e depois da quimioterapia. Eles descobriram que o câncer retornava quando os níveis dessas células não reduziam com o tratamento, mostrando que o tumor teria se tornado parcialmente resistente à quimioterapia.

“Usando as células circulante do tumor, podemos identificar os pacientes a tratar, mesmo que não tenham sinais clínicos de doença, e também monitorar como as terapias estão funcionando”, disse o médico Christopher Abbosh, um dos autores do estudo, ao jornal britânico Telegraph.

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