Comandante da 52ª CIPM de Lauro de Freitas rebate dados sobre homicídios; Ministério da Saúde diz que os números de mortes na Bahia podem ser maiores do que o que foi divulgado

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Major Fabrício da 52ª CIPM Lauro de Freitas rebate dados da pesquisa

No comando da 52ª CIPM de Lauro de Freitas há um ano e três meses, o major Fabrício fez críticas ao recente estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), que coloca a cidade da Região Metropolitana de Salvador como a segunda mais violenta do país.

Com uma população de aproximadamente 192 mil pessoas, o município baiano registrou 177 homicídios e taxa de 97,7 por 100 mil habitantes. O município de Lauro de Freitas perde apenas para Altamira, no Pará, que lidera a lista com 114 homicídios para uma população de 109 mil habitantes, o que resultou em uma taxa de 107,0. O ranking contabiliza além dos homicídios, as chamadas MVCI – Morte Violenta com Causa Indeterminada.

O comandante ressalta que os dados não condizem com os números oficiais da Secretaria de Segurança Pública. “O instituto responsável pela pesquisa leva em conta dados fornecidos pelo Ministério da Saúde e não os registros oficiais das delegacias. Nesse sentido, por exemplo, uma pessoa que tenha sido baleada em outro município da RMS ou mesmo na capital, sendo socorrida ao Hospital Geral Menandro de Faria e vindo a óbito, integra como homicídio ocorrido em Lauro de Freitas”, explica o major.

O major Fabrício também enumera ações feitas à frente da companhia e que considera importantes no combate à criminalidade. “Nos primeiros cinco meses deste ano, reduzimos em 22% o número de homicídios em relação ao ano da pesquisa [2015] e 26% em relação a 2016. Só em 2017 temos 232 pessoas conduzidas à Delegacia de Polícia, 79 presos em flagrante delito, nove adolescentes apreendidos”, menciona o comandante.

“Nossa produtividade segue de maneira inversa ao número de homicídios, aumentando cada vez mais as prisões e apreensões”, ressaltou.

O outro lado

Questionado pelo Correio da Bahia sobre como faz a contagem das mortes no país, o Ministério da Saúde, responsável pelos dados do Atlas da Violência, disse que as informações são colhidas com o IML. Em nota, o Ministério disse também que os números de homicídios na Bahia podem ser maiores do que o que foi divulgado. Confira a nota:

O Ministério da Saúde esclarece que as causas de mortes externas, registradas no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), tem como base informações provenientes do Instituto Médico Legal (IML), órgão vinculado ao Ministério da Justiça. É importante informar que, no SIM, dentre a classificação de causas externas, existem as de ‘intenção indeterminada’. Quando a morte foi por causa externa, mas não é possível classificar como homicídio, acidente de transito, suicídio ou acidente. A Bahia é o estado com maior proporção de intenções indeterminadas, só perde em número de óbitos de causas externas para São Paulo. Assim, os dados sugerem que as taxas de homicídios podem ser ainda mais elevadas, pois há muitos eventos de causas externas com causas não definidas.

Fonte: Bocão News e Correio da Bahia

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