Fórum sobre ECA alerta para o desafio de proteger a infância

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Em comemoração aos 27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado em 13 de julho, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (SEMDESC) realizou o Fórum de Direitos da Criança e do Adolescente, nesta quarta-feira (19/7), em Lauro de Freitas. O evento contou com a participação de autoridades do município, além de profissionais da área de psicologia que falaram sobre a violência contra os juvenis. Para a secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Uldaci Santana, eventos como esse são fundamentais para fomentar o apoio e solução dos problemas enfrentados por esse público infantil. Ela explica que a criação do ECA foi um divisor de águas no país e possibilitou a mudança do tratamento, que antes era somente punitivo. “O ECA busca a proteção integral e a prioridade absoluta da criança e do adolescente. Para isso, é preciso contar com apoio da família, sociedade e do poder público”, explicou. O professor Paulo Gabriel, secretário Municipal de Educação, que também participou da atividade, lembrou a importância do ECA e a necessidade de debater o tema. “Nós temos motivos sociais profundos para proteger nossas crianças. Se a gente não educar essa juventude, vamos perder eles, e por isso o nosso desafio não é pequeno.” Durante a programação, que contou com a presença de alunos da rede municipal, palestra da psicóloga Catiama Moura, do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA), abordou o abuso sexual. Ela alertou sobre os tipos de violência mais recorrentes entre criança e adolescentes. “Enquanto a gente está falando aqui, tem uma criança sendo abusada em casa. Esse fenômeno acontece no mundo inteiro e geralmente o abusador são pessoas que têm acesso às crianças, mesmo sem nenhum parentesco”, disse a psicóloga. Ainda segundo Catiama, em muitos casos, a violência sexual acontece durante muito tempo, vitimizando crianças que também sofrem exploração sexual. “As crianças ficam vulneráveis até por conta de um lanche ou dinheiro. É importante salientar que isso é violência, e muitas vezes começam com as cantadas absurdas e trocas de fotos intimas nas redes sociais”, pontuou.

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