Prefeitura de Lauro emite nota de esclarecimento sobre movimento grevista de professores da rede pública

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A Prefeitura de Lauro de Freitas esclarece que todas as demandas apresentadas pelos professores durante a Campanha Salarial e acordadas com a administração municipal já foram cumpridas ou estão em análise por uma comissão criada durante a campanha para dar celeridade nos processos, estando ainda dentro do prazo estabelecido. Entre as questões em análise na Comissão estão os processos administrativos e o plano de carreira.

Como resultado das negociações, além de cumprir o piso nacional, a Prefeitura aumentou o valor do ticket alimentação, reajustou os salários dos professores com índice superior à inflação e a todas as demais categorias do quadro de servidores do município, e realizou o pagamento retroativo para os professores que estavam fora do piso.

Em relação à eleição direta para diretores e vices das escolas da rede municipal, a prefeita Moema Gramacho se comprometeu e vai cumprir. O tema está sendo discutido com uma comissão criada especialmente para avaliar e definir, junto com a prefeita, o melhor momento para realizar o processo eleitoral.

Quando aos funcionários contratados sob o Regime Especial de Direito Administrativo- REDA, a Prefeita, mesmo entendendo que os que se candidataram aceitaram as condições estabelecidas no Edital, se dispôs a discutir em Comissão as questões pontuadas pelos trabalhadores.

Esclarece ainda que as licitações para aquisição de material de uso nas escolas foram concluídas e todas as unidades da rede já estão recebendo o que foi solicitado à Secretaria Municipal de Educação.

A Prefeitura entende, assim, que não há justificativa para uma greve que vai prejudicar, mais uma vez, os alunos. A gestão municipal reforça o compromisso com uma educação inclusiva e de qualidade e assegura aos pais que, havendo a paralisação, as aulas terão que ser repostas para cumprir o Ano Letivo integral.

Fonte: Ascom PMLF

Trabalhadores da educação de Lauro de Freitas decidem parar por 48 horas

 

Os trabalhadores da educação do município de Lauro de Freitas,  decidiram paralisar as atividades por dois dias (próxima segunda, 19, e terça-feira, 20). De acordo com os servidores, a decisão foi tomada após a prefeita Moema Gramacho (PT) não cumprir com os acordos estabelecidos em reunião com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do município (Asprolf). A paralisação foi acordada em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, 14, no clube da Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (Afpeb), em Lauro de Freitas.

Segundo o coordenador geral do Asprolf, Valdir Silva, uma das principais reinvidicações da categoria é que haja as eleições para diretor e vice-diretor escolar. “A gente tá com a ligeira confiança de que ela [Moema Gramacho] não vai cumprir o acordo este ano. A eleição para diretor e vice-diretor de escola era para ser feita no final deste ano e a posse no início do ano que vem, mas pela discussão no dia 6, entendemos que ela não quer adiantar esse processo este ano”, afirma.

O sindicalista ainda completa informando que a petista se negou a assinar um decreto de urgência que, diz ele, resolveria o impasse. “Ela negou e disse que vai esperar a solicitação padrão na Câmara Municipal, mas ela entra em recesso em novembro e não vai dar tempo para isso ser feito ainda este ano”, explica.

Mas Valdir deixa claro que existem mais alguns pontos importantes que influenciaram na paralisação das atividades. “Infraestrutura das escolas, falta de material, não tem fralda para creche, papel higiênico, os profissionais de Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) não receberam as garantias que ela deu de seguridade do contrato, que são: isonomia salarial e de vencimento, regência e extraclasse e a reserva de carga horária. Tem também os processos administrativos dos servidores de carrreia, que estão paralisados, como, por exemplo, os avanços vertical e horizontal, retroativos não pagos etc”, conclui.

O coordenador também afirma que a Prefeitura não entregou as cadernetas escolares – documento que comprova a presença do aluno em sala e um registro do que o docente ensinou durante a aula – que estava previsto para ser entregue no início deste ano. “Eles mandaram cada escola produzir a sua própria caderneta escolar. Como vamos produzi-la, se nem papel tem?”, questiona.

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