Lauro de Freitas celebra Iemanjá com procissão e samba na Praia de Buraquinho

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Perfumes, sabonetes e flores naturais já estão sendo cuidadosamente colocados nos cestos pelas mãos dos pescadores, filhos e filhas de Iemanjá. Em Lauro de Freitas, a rainha das águas será homenageada nesta sexta-feira (2), com os rituais das religiões de matriz africana e muito samba. A festa deve atrair à Praia de Buraquinho milhares de pessoas, mantendo viva uma tradição passada por gerações de reverenciar a Orixá que ama e protege os homens do mar.
A programação será aberta às 7h com alvorada e a chegada dos presentes. Às 10h o Coral Eurufun recebe os terreiros que vão comandar a festa. Este ano, além do terreiro São Jorge Filhos da Goméia, anfitrião da festa, os terreiros Mameto Kaiala, Ilê Opô Sojú, Unzó, Tata Kavungo, Ilê Axê Oya Demim e baianas participarão das homenagens reunindo-se às 13h para um xirê – dança utilizada para evocação dos Orixás.
Os balaios com os presentes saem em procissão nas embarcações por volta das 14h. Após a parte religiosa, as bandas; Samba de Jorge, Samba que Vou e Grupo Movimento darão o tom característico da baianidade ao evento. “Nossa cidade tem essa tradição. O povo de santo rende suas homenagens a Iemanjá numa festa que é também cultural e de atração do turismo”, destaca o secretário de Cultura e Turismo (SECULT), Manoel Carlos dos Santos.
O gestor faz um alerta para os cuidados com o meio ambiente. Manoel enfatiza a importância de manter os ritos garantindo a não poluição dos rios e mares com as ofertas de presentes biodegradáveis. “É uma linda comemoração e temos conversado com os terreiros participantes para o cuidado com o nosso ecossistema, todos estão engajados nessa causa. É muito simples, se for presentear um sabonete retire a embalagem, perfumes podem ser jogados diretamente nas águas. Orientamos a utilização de flores e frutas”, explicou.
Para Mãe Lúcia Neves, a Mameto Kamurici do terreiro São Jorge Filhos da Goméia de Portão, a festa da Mãe d’ Água é um momento singular para o “povo de santo”. “É uma manifestação pública onde nos reunimos mostrando toda nossa beleza, cultura e fé. É o tempo em que pedimos equilíbrio e fartura em nossa mesa”, declarou a líder espiritual responsável pela organização do culto a Iemanjá durante os festejos.
O sentimento de devoção é semelhante para o presidente da Associação dos Pescadores de Buraquinho, Colônia Z – 57. Para Egberto Teodoro, a festa de Iemanjá inicia o ano dos pescadores. “A partir deste momento pedimos licença para continuar vivendo dos frutos do mar, pedindo que Iemanjá nos abençoe com ano de fartura, saúde e paz”, disse.

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