Assaltos a ônibus caem, mas continuam financiando o tráfico: “Celular novo vale 10 pedras”

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Trinta por cento. Este é o percentual que representa a redução do número de assaltos a ônibus em Salvador, nos dois primeiros meses de 2018, quando comparados com o mesmo período do ano passado. É fato que nem sempre a frieza das estatísticas se traduz em melhora real. A cidade, aponta a matemática, está mais segura para as milhares de pessoas que utilizam o transporte público diariamente. Mas você, que está lendo essa matéria, sente-se realmente mais protegido?

Os dados são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A repressão a este tipo de crime é feita pelos policiais do Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (GERRC), especializada criada há mais de duas décadas e que, atualmente, é comandada pelo delegado José Nélis de Araújo. “Isso é o somatório de um trabalho. Tivemos uma redução significativa. São 305 assaltos entre janeiro e fevereiro, contra 429 no ano passado”, comemora.

De acordo com o delegado, os celulares são o principal objetivo dos criminosos que atuam nos coletivos e, no comércio do tráfico, são financiadores de uma triste e precária rotina. “Quase que 100% deles são viciados em drogas e agem para sustentar o consumo. Os aparelhos já têm, inclusive, preço estabelecido neste mercado. Um novo, vale 10 pedras de crack. Um velho, cinco”.

E como se dá o trabalho para reprimir esse tipo de crime, tendo que lidar com um sistema de transporte múltiplo, dinâmico e complexo? As medidas adotadas são divididas em dois grupos: Preventivas e pós-roubo. As primeiras têm como foco a abordagem em pontos de ônibus e, principalmente, a atuação em locais de maior incidência. Para isso, há dois anos, a equipe do GERRC conta com uma análise de dados feita pela SSP-BA, em uma espécie de estudo do mapa da violência em Salvador. “Somos apoiados por uma turma que nos aponta para onde direcionar o combate e como torná-lo mais eficiente”.

FONTE: ARATU ON LINE

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