Mais um capítulo da disputa judicial entre a MRV e CG construções.

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Noticiamos aqui que Empresa do Ramo da Construção Civil e alguns de seus sócios e funcionários poderiam responder processo por lavagem de dinheiro, extorsão e organização criminosa. Na ação judicial (processo nº processo 0504306-48.2018.8.05.0150) A CG diz que a MRV e alguns funcionários exigiam a devolução de parte do pagamento que a CG recebia, tudo a título de caixa dois.

A MRV, em defesa, afirma, em linhas gerais, que não teria obrigação de devolver o dinheiro surrupiado, por conta da prescrição (ou seja, admite o fato como certo) e diz que “desconhecia a situação”, pontuando que seu código de ética a proíbe. Ainda, a MRV contra-atacou a CG em ação (processo 0534323-29.2018.8.05.0001) na qual diz que a CG não pagou aos trabalhadores e, por isso, teve que arcar com a despesa em demandas trabalhistas. Em defesa, a CG informou que a MRV só pagou aos funcionários que foram contratados por determinação dela. Disse que a MRV obrigava as empreiteiras a contratarem a mão de obra que ficava à disposição da MRV, ou seja, a MRV precisava de mão de obra e para não contratar em seu nome, obrigava a CG a fazer.

Inclusive a CG juntou declaração do ENTÃO COORDENADOR DE SEGURANÇA DA MRV, responsável por toda a Região Nordeste, na qual confessa que a MRV obrigava as terceirizadas a contratarem mão de obra em seus nomes e, agia assim, porque enfrenta problemas de investigação de trabalho escravo com trabalhadores que tinham sido contratados em seu nome. Por isso, para não envolver o nome da empresa em novas denúncias de trabalho escravo, obrigava que as terceirizadas contratassem a sua mão de obra, ficando ela responsável pelo pagamento da folha. Ainda, o então coordenador de Segurança disse que advertiu a MRV sobre a Ilegalidade, mas ela preferia arriscar para evitar despesas, sendo que, inclusive, foi autuada por trabalho escravo em Aracaju. Onde estaria o código de ética da empresa?.

A declaração noticia que a MRV exigiu que a CG contratasse contabilidade indicada por ela e que a CG passou a reclamar que não estava mais suportando devolver parte do seu lucro para a MRV e diz que irá contar os fatos junto a qualquer justiça ou tribunal. A referida declaração encontra-se acostada nos dois processos, os quais não estão em segredo de justiça e aguardam designação de audiência.
Vamos aguardar os próximos capítulos.

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