Jerônimo X ACM Neto: O falso paradoxo da escolha técnica.

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Marcelo Costa
Especialista em Gestão Pública
Historiador e Servidor de Carreira
Aproxima-se mais um período eleitoral com um cenário nacional em clima de plebiscito. Em julgamento o modelo ‘liberal’ (com vênias aos lúcidos liberais, que sim, existem), e o modelo de desenvolvimento com inclusão social vivenciado no Brasil no período Lula.
É notório, e dispensa qualquer preleção, que existe uma dicotomia, com baixa margem de negociação, e difícil arbitragem, entre aqueles que defendem o atual governo de forma ortodoxa, e aqueles que querem o retorno do pré-candidato Lula ao Governo.
Pressionada por juros altos, inflação galopante, e salários sem reajuste e congelados, a maioria do povo se distancia das exegeses delirantes emanadas no palácio do planalto e luta para sobreviver tentando desesperadamente manter um pouco da dignidade de vida que possuía a alguns anos, as custas de jeitinhos, faturas de cartões descontroladas, e noites de sono mal dormidas.
Nesse contexto, emergem das cavernas, das criptas do liberalismo, defensores do voto no pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto, como forma de garantir uma suposta gestão técnica- qualificada, tentando vender o discurso de que é possível conciliar o voto em Lula, com a quimera Carlista.
O “neo-carlismo” como é chamado nos meios da nova esquerda, é um eufemismo elegante do bolsonarismo moderado. Não se pode perder de vista, o papel indissociável desses, na sustentação do atual governo.
Parafraseando o moderno exorcista vaticanista Rubens Miragla: “ Não é preciso vender a alma aos demônios, para garantir um milagre” , digo que não é preciso votar em ACM Neto para ter uma gestão supostamente qualificada.
Do lado do povo, dos trabalhadores, temos sim quadros capazes de fazer acontecer gestões modernas, racionais, respeitadoras da responsabilidade fiscal, e sobretudo capazes de fazer acontecer obras públicas relevantes e modernizar o serviço público.
O atual governador do Estado da Bahia é um exemplo vivo disso, e aplicou com maestria nesses 7 anos e meio, a galanteada nova matriz de gestão pública, controlando com rigor gastos de pessoal, equalizando a previdência pública, e com isso liberando recursos para investimentos reais, capazes de transformar a vida do povo, como o metrô (que tem 74% dos seus recursos vinculados ao tesouro do Estado), dezenas de policlínicas, e hospitais de ponta, capazes de não dever nada a medicina privada da Bahia.
O título de exemplo, paciente SUS do Hospital da Costa do Cacau, é operado com a mesma pinça cirúrgica de ponta, usada no hospital Aliança pelos melhores planos de saúde. O ‘moderno’ ex-prefeito, tão elogiado por fazer praças e canteiros de jardins, contou com elevados investimentos do Estado enquanto governou a capital.
Enquanto o agora ex-prefeito, cuidava dos jardins e dos canteiros da orla, o governador fazia o ‘grosso’ , o trabalhoso, o estruturante, e o difícil, gerando o segundo maior volume de investimento de todos os estados Brasileiros só perdendo para São Paulo. Nem mesmo o BRT, obra anacrônica do ponto de vista urbanismo, e que ainda capenga pela metade, teria saído do papel, sem os recursos vinculados ao PAC do governo petista, que sucedeu Lula.
Já dizia Keynes, J.M. (1973) “Não é preciso se filiar ao liberalismo para reconhecer seus pontos lúcidos e imita-los.”, assim, podemos fazer nossa autocritica quanto aos erros do passado, mas cientes que temos sim representante capaz de fazer acontecer a nova gestão pública, sem deixar de priorizar os mais pobres.
A Bahia não precisa escolher o Bolsonarismo enrustido, nem ressuscitar fantasmas do passado, para ter uma gestão pública qualificada, de modo que Jeronimo Rodrigues, pré-candidato a governador, tem as credenciais necessárias para manter a Bahia no novo modelo de gestão pública, com o olhar para aqueles que mais precisam, não existindo dicotomia, ou paradoxo eufemístico capaz de justificar o contrário.
Os desafios que surgirão a partir de 2023, exigem uma sinergia única de esforços. Não existe mais tempo a perder, o retorno de Lula com Jerônimo governador, é o melhor cenário possível para garantir a continuidade da nova gestão pública trazida por Rui Costa, com o melhor do modelo de inclusão social do saudoso, e espero eu que em breve novamente presidente: Lula. Lula lá e Jerônimo Cá.

Aladim Locutor

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